Principais práticas de manejo de peixes

Entende-se por manejo todas as práticas e técnicas utilizadas no cultivo de peixes

Peixe - imagem ilustrativa

O professor do Curso CPT Cultivo de Peixes em Sistemas de Recirculação de Água – RAS, Giovanni Resende, explica que há várias formas de criar peixes, cabendo ao criador definir qual a mais adequada ao local onde será instalada a sua piscicultura. É preciso levar em conta diversos fatores na hora da escolha.

Cada piscicultor tem, à sua disposição, diversas práticas de manejo para criar uma ou mais espécies de peixe em um mesmo lugar, sendo necessário avaliar, além das condições geográficas, a espécie que será criada, a fim de determinar se ela pode ser criada com espécies diferentes ou não.

O que são práticas de manejo?

Entende-se por manejo todas as práticas e técnicas utilizadas no cultivo de peixes. Em outras palavras, é a forma como os peixes serão criados (alimentação, reprodução, saúde e ambiente), aliada ao tipo de cultivo da propriedade.

Dentre as práticas de manejo, destaca-se:

Cultivo extensivo

Esse tipo de cultivo é considerado mais “brando”. Isso porque não há um controle rígido sobre os peixes, que se agrupam em açudes, lagoas, represas e outros tipos hidrográficos sem controle alimentar. Além de se assemelhar ao ambiente natural desses animais, o cultivo extensivo é de baixo custo de implementação e pode ser feito de forma “caseira”. Contudo, não permite um manejo adequado e não há, por exemplo, controle de predadores.

Cultivo semi-intensivo

O semi-intensivo, por sua vez, é um tipo de cultivo que permite a exploração econômica da atividade de forma mais rentável. Há utilização de viveiros planejados, exclusivos para a atividade e também a possibilidade do uso de tecnologias para, por exemplo, monitorar a qualidade da água. O pescado produzido no sistema semi-intensivo é comercialmente competitivo.

Cultivo intensivo

Assim como o anterior, os sistemas intensivos possuem viveiros planejados e permite maior utilização de tecnologias, porém, com nível mais elevado. Possui maior produtividade e maior qualidade do pescado, mas também exige mais investimento para instalação e produção. Nesse, controla-se a alimentação e o tempo de cultivo varia de 10 a 15 meses.

- Monocultivo

Como o próprio nome já diz, o monocultivo só permite a criação de uma espécie de peixe por vez. Isso é necessário quando se cria alguma espécie que seja agressiva, competitiva carnívora ou que não “se dê bem” com outras espécies. Também é ideal para locais onde não há várias espécies de alevinos.

- Policultivo

Ao contrário do mono, no policultivo é possível criar várias espécies de peixe ao mesmo tempo e no mesmo tanque. Esse cultivo proporciona maior aproveitamento de alimento natural e diversificação da produção.

Consórcios

Uma mesma propriedade pode criar dois tipos diferentes de animais em consórcio. Isso se deve ao fato de que as fezes de alguns animais servem tanto de alimento quanto de adubo orgânico para criação de alimentação natural para os peixes.

- De peixes com suínos

As fezes produzidas pelos suínos podem ser oferecidas como alimento aos peixes, o que garante a sustentabilidade da atividade e reduz os custos de produção.

- De peixes com aves

Assim como com os suínos, é possível consorciar a criação de peixes com a de aves, que também produzem fezes que servem de alimento aos peixes. A grande diferença em relação aos suínos é que o adubo de aves produz mais plâncton.

 


Conheça os Cursos CPT da Área Criação de Peixes:

Cultivo de Peixes em Sistemas de Recirculação de Água – RAS
Criação de Peixes – Como Implantar uma Piscicultura
Produção de Alevinos

Fonte: Novo Negócio Startup – novonegocio.com.br
por Renato Rodrigues

Renato Rodrigues 17-07-2020

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