Ictiofitiríase: conheça melhor essa doença

Doença é causada por um parasita e pode infectar toda a criação facilmente

Peixes - imagem ilustrativa

Giovanni Resende de Oliveira, professor do Curso CPT Criação de Peixes – Como Implantar uma Piscicultura, contextualiza que o peixe é a carne do futuro, pois as pessoas têm percebido, cada vez mais, a qualidade deste alimento e seus benefícios para a saúde. Além disso, existe grande mercado para o pescado no Brasil, transformando-se em um promissor negócio. 

Por ser uma atividade de grande importância para nosso país e que produz alimento para as pessoas, é preciso estar atento ao manejo dos peixes, para que não sofram com doenças e, consequentemente provoquem prejuízos financeiros ao criador ou à saúde de quem os consome.

Organismos aquáticos estão sujeitos a doenças causadas por parasitas, como é o caso da ictiofitiríase, também conhecida como doença dos pontos brancos. O protozoário Ichthyophthirius multifiliis ataca e parasita os peixes provocando o surgimento de pontos brancos em seus corpos, o que justifica seu nome popular.

Esse parasita já é conhecido por boa parte dos criadores e possui um ciclo de vida pouco complexo. Passa por várias fases, mas é altamente infectável na fase de teronte. O peixe é essencial para que ele consiga completar seu ciclo de vida, pois, nessa fase, penetra e se aloja entre as camadas de células epiteliais acima da derme dos peixes e começa a se transformar em trofonte.

- Teronte: fase em que o parasita possui pequenas dimensões e nada na água livremente, infectando os peixes;
- Trofonte: nesse estágio, parasita o epitélio dos peixes e aumenta de tamanho, movendo-se ativamente;
- Tomonte: essa forma livre possui um cisto de proteção. Acontece quando sai do organismo dos peixes e fixa-se em plantas aquáticas ou bordas dos viveiros em substratos inertes. Se divide em várias células-filhas que, posteriormente, se transformam em terontes.

Transmissão

A transmissão desse parasita é feita de forma horizontal, isto é, um peixe infectado por infectar todos os outros. A água funciona como o veículo de transmissão desse parasita, além dos instrumentos utilizados no manejo. É fundamental dar atenção à água em que os novos peixes são trazidos para as propriedades, pois elas podem ser fonte não somente desses parasitas, como também de outros fungos e vírus.

Sintomas

Dentre os principais sintomas, as manchas brancas pelo corpo dos peixes é o principal, seja nas peles, nadadeira, córneas, cavidade bucal e brânquias. Além desse, é possível perceber que alguns peixes estão tentando “se coçar” nas paredes, fundos ou telas dos viveiros, pois a movimentação desses ciliados em sua pele provoca esse desconforto.

Em situações mais graves, os peixes apresentam-se apáticos, com natação a esmo, errática e sem vigor. Ainda, observa-se anorexia, mudança de coloração de pele, aumento da produção de muco, dificuldade respiratória com aumento dos batimentos operculares e boquejamento na superfície da água ou entrada de água dos viveiros em horários incomuns.

Diagnóstico

O diagnóstico é simples, rápido e feito a partir da raspagem tanto da pele quanto das brânquias, com posterior análise microscópica. Somente a observação dos pontos brancos para constatação da doença é um diagnóstico que pode ser equivocado. Ao observá-los, procure um laboratório que possa verificar e constatar a ictiofitiríase.

 


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Fonte: Panorama da Aquicultura – panoramadaaquicultura.com.br
por Renato Rodrigues

Renato Rodrigues 10-02-2020

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