Beneficiamento e preparo do camarão para a comercialização

O processo de beneficiamento do camarão começa logo após a despesca na fazenda

Camarões - imagem ilustrativa

Antônio Ostrensky, professor do Curso CPT Cultivo de Camarões Marinhos, destaca que a produção e comercialização de camarões marinhos, em ambiente de cultivo, vem crescendo muito nos últimos anos. Isto se deve graças à crescente demanda de mercado mundial por este produto.

Ao longo do tempo, o camarão foi se popularizando e conquistando espaço na mesa dos brasileiros. Geralmente, o produto é consumido “limpo”, isto é, sem cabeça, rabo, patas e casca. Para chegar dessa forma aos supermercados e peixarias, ele passa por um processo chamado de beneficiamento, que se inicia logo após a despesca.

Ao serem retirados dos viveiros, os camarões marinhos são imersos em uma solução de bissulfito de sódio, para, posteriormente, serem armazenados no gelo e transportados inteiros para a indústria que os beneficiará.

O transporte até os frigoríficos

Por se tratar de um produto fresco, é necessário que o camarão seja transportado no menor tempo possível. Ao chegarem aos frigoríficos, passam por duas áreas: a suja, onde são recebidos e preparados para o processamento; e a limpa, local em que se limpa, classifica, descabeça, descasca, eviscera e empacota o produto para comercialização.

Processamento

É possível que o produto passe pelo processo de beneficiamento para ser comercializado inteiro ou como filé. Em relação à comercialização em filés, esta apresenta 3 variações: sem cabeça e com cauda, sem cabeça e sem casca e sem cabeça, casca e vísceras.

Preparo para armazenamento

- Pesagem

Após a classificação de acordo com o processamento, é necessário pesar os camarões em amostras.

- Embalagem

A disposição em embalagens pode variar de acordo com as demandas do mercado. Por exemplo, é possível comercializá-los em embalagens de 0,5kg ou 1kg. É necessário armazená-las em bandejas apropriadas e a -30°C por, pelo menos, 12 horas.

Preparo para a comercialização

Depois do processo de embalagem, é necessário realizar a masterização, ou seja, agrupar as embalagens em caixas maiores (com 12 ou 24kg, por exemplo) para facilitar a comercialização em grandes quantidades.

O próximo passo consiste no registro do cliente, identificando as caixas com peso e classificação, registrando nelas informações também importantes, como a data de origem, o número do lote e o registro no sistema de inspeção – federal ou estadual. Por fim, as caixas devem ser armazenadas em câmaras frias para que fiquem em espera até o transporte ao cliente.

Boas práticas de fabricação

Todo o processo de beneficiamento e preparo dos camarões para a comercialização gera resíduos e o tratamento deles é um dos itens fundamentais para garantir as boas práticas de fabricação.

Os resíduos sólidos, como cabeças e cascas, devem ser tratados para garantir que não há risco de doenças. Por exemplo, podem ser utilizados na compostagem, na silagem para alimentação animal, podem ser transformados em farinha seca para uso em rações ou podem ser incinerados em local seguro e apropriado.

Por sua vez, os resíduos líquidos não devem ser descartados diretamente no ambiente, devendo, também, serem tratados para que se elimine organismos nocivos, causadores de doenças.

 


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Fonte: SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Camarão marinho: beneficiamento/ Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). — 1. ed. Brasília: SENAR, 2017. 64 p.
por Renato Rodrigues

Renato Rodrigues 15-09-2020

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