A reprodução artificial de peixes

A reprodução artificial pode proporcionar melhores resultados para os criadores

Alevino

Um dos indicadores determinantes para o sucesso da criação de peixes é a reprodução. É através desse processo que os peixes se multiplicam e o criador consegue atingir seus objetivos e obter os lucros esperados. A reprodução pode ser feita de duas formas: natural e artificial.

A reprodução natural, como afirma Giovanni Resende, professor do Curso a Distância CPT Criação de Peixes – Como Implantar uma Piscicultura, é realizada quando a fêmea e o macho depositam ovos e esperma na água, respectivamente, para que haja a fecundação e, posteriormente, eclosão dos ovos.

Já a reprodução artificial ocorre quando há intervenção nesse processo natural, para que a produção seja maior e melhor, resultando em melhores resultados econômicos para o piscicultor, dado que na reprodução natural pode ocorrer perda de ovos.

Para a reprodução artificial, é possível utilizar várias técnicas, processos e métodos, cabendo ao piscicultor definir qual o melhor, de acordo com as condições de sua criação, peixes e instalações.

Seja qual for a técnica escolhida, geralmente a reprodução artificial consiste no controle da fecundação e acompanhamento dos processos de incubação e produção de larvas e alevinos, com a finalidade de se obter maiores índices na produção e boas taxas de sobrevivência dos peixes e alevinos.

Uma opção é a utilização de hormônios para a reprodução artificial. Com um tratamento hormonal, a ovulação e a desova são induzidas e aumentam substancialmente. Para isso, hormônios hipofisários como o LRH (hormônio liberador) ou o HGC (hormônio gonadotrófico coriônico) são utilizados.

A partir de fatores fundamentais como as condições da criação, das instalações e da espécie cultivada, é que se deve definir qual a melhor forma para utilizar esses hormônios. Ainda de acordo com a espécie cultivada, a forma de administração dos hormônios pode variar.

Mas, a reprodução artificial, com ou sem a utilização de hormônios, depende da manipulação de reprodutores. Machos e fêmeas são capturados para que seja possível extrair óvulos e esperma e para que se realize a reprodução de forma artificial. Para essa extração, pode-se utilizar uma técnica chamada espermiação direta, que “espreme” os peixes, para que eles possam expelir o esperma e os óvulos, podendo, ainda, nos machos, utilizar o método de sucção.

Após a fertilização, os ovos devem ser encaminhados para incubadoras apropriadas e devem permanecer nelas até o estágio larval ou, ainda, de alevino. Essa intervenção no processo natural de reprodução dos peixes, além do que já foi dito, também tem a intenção de obter peixes com melhores índices de crescimento, menor índice de mortalidade e com mais saúde.

As incubadoras estão disponíveis de várias formas e têm papel especial na reprodução artificial, uma vez que precisam apresentar boas condições de sanidade para que os ovos consigam se desenvolver da melhor forma possível. Para isso, devem conseguir manter a temperatura ideal para os ovos, que varia de acordo com a espécie em incubação, e fornecer as condições de oxigênio necessárias. Por fim, também precisam de água limpa e com fluxo controlado, de forma e evitar possíveis danos aos ovos.



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Fonte: Rural News – ruralnews.com.br
por Renato Rodrigues

Renato Rodrigues 29-05-2019

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